Na
atual estrutura de ensino brasileira, a Educação
Básica, composta dos segmentos Educação
Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, é
o período de escolaridade que antecede o Ensino Superior.
Este, por sua vez, com seus cursos de graduação,
pós-graduação e outros é o responsável
pela formação dos profissionais de nível
superior, a elite da mão-de-obra do país.
Tanto para os jovens, como para as famílias, esta
transição da educação básica
para o ensino superior é acompanhada pelo trauma
da ESCOLHA PROFISSIONAL. Esse fato afeta as famílias,
pela convivência com os dramas que as atingem decorrentes
de um mercado de trabalho em rápida transformação
e fortemente condicionado ao desenvolvimento econômico
do país. Os jovens, pela tensão de uma escolha
tão importante em suas vidas tendo que ser feita
mediante variáveis pouco conhecidas.
Este trauma é agravado ainda pela perversa organização
dos currículos da maior parte de nossas universidades
que, já no vestibular, exigem de um imaturo adolescente
o absurdo de não só optarem pelo curso de
sua preferência, como muitas vezes o obrigam a indicar
segundas e até terceiras opções!
Em países onde a educação é
mais bem estruturada, os jovens ingressam nas universidades
em grandes áreas de estudo que agrupam dezenas de
possibilidades de carreiras e cursos. Só após
um ciclo básico de aproximadamente dois anos, mais
amadurecidos e familiarizados com as milhares de opções
do mundo do trabalho, vão se decidindo por algumas
delas.
Este fascículo sobre a ESCOLHA PROFISSIONAL, dentro
da realidade brasileira, não resolve a inadequada
estrutura do ensino superior em sua prematura exigência
da opção por carreiras e cursos já
no ingresso, mas procura mostrar alternativas para atenuar
o problema e reduzir a insegurança dessa escolha.
Esperamos
que você aproveite.